Palácio da Boa Vista, também conhecido como Palácio do Governo, está aberto à visitação desde 1970, reunindo obras de grandes nomes das artes como Anita Malfatti, Tarsila do Amaral, Victor Brecheret, Candido Portinari, além de uma coleção de artes sacras, pratarias, louçarias, tapeçarias e mobiliário dos séculos XVII, XVIII e XIX; um ótimo convite para um passeio cultural e de contemplação.

O Palácio Boa Vista foi inaugurado em 1964, tendo como intuito ser residência de inverno dos governadores do Estado de São Paulo.
Mas foi em 1970, que o local se tornou também museu, sob pedido do então Governador Abreu Sodré (1964 a 1969), que em 1967 achou que o uso do Palácio como residência oficial era muito restrita e, sob o comando do Secretário da Fazenda, Luis Arrobas Martins adquiriu as primeiras peças obras de arte para decoração, em 1969.
O Palácio da Boa Vista, tornou-se monumento de visitação pública, em 1970, quando também ocorreu o Primeiro Concerto de Campos do Jordão, baseado no Festival de Mozart, em Salsburgo, Áustria que nos anos seguintes tornou-se o Festival de Inverno de Campos do Jordão, porém sem deixar de ter sua função original que é receber os representantes do poder executivo do Estado.
Idealizado por então interventor federal Adhemar de Barros, em 1938, que solicitou ao arquiteto Georg Przyrembel a construção de uma residência oficial de inverno, em estilo dos castelos europeus, escolhido o “Maria Tudor”, tendo como localização o topo de colina onde se pode ter uma vista panorâmica dos bairros da cidade, no entanto a obra ficou parada por 25 anos e somente em 1963, Adhemar de Barros, novamente como governador retomou as obras, inaugurando-a em 1964.
Durante o passeio, o público poderá conferir um rico acervo em da arte brasileira, do modernismo à arte abstrata, destacando-se um amplo conjunto de pinturas de Tarsila do Amaral (oito telas, dentre as quais, Operários), bem como obras de Anita Malfatti, Cândido Portinari, Di Cavalcanti, Victor Brecheret, Alfredo Volpi, Ismael Nery e Vicente do Rego Monteiro, entre outros. Há ainda uma coleção de pinturas cusquenhas dos séculos XVII e XVIII, além de mobiliário, tapeçarias, louçaria e prataria artística, somando mais de 1.800 peças. O acervo é aberto à visitação pública.
A visitação conta com presença de monitores que explicam cada uma das peças e obras presentes no local, com tour de 1 hora, passando pelos principais cômodos; porém é proibido o uso de máquinas fotográficas e filmadoras durante a visita.
Além do acervo do Palácio, o espaço recebe exposições temporárias que contemplam peças e obras do Acervo Artístico Cultural do Estado, que reúnem as coleções dos Palácios Boa Vista, dos Bandeirantes e Horto, os dois últimos presentes na capital paulista.
O Palácio Boa Vista está numa área de 95 mil metros quadrados, sendo em sua maioria jardins que circundam a residência, que tem total de área de construída de três mil metros quadrados reunindo 105 cômodos em 35 ambientes.
Anexa ao Palácio foi construída, em 1989, para a comemoração do jubileu de prata de sua fundação, a Capela de São Pedro Apóstolo, sendo um projeto de Paulo Mendes da Rocha, erguida em concreto armado, com um pilar e paredes de vidro e circundada por espelhos d’água, que reúne obras sacras do período colonial, bem como criações contemporâneas.
Os ingressos custam R$ 5,00/ pessoa; meia entrada para estudantes e pessoas acima de 60 anos; crianças menores de 10 anos, entidades assistências e escolas públicas têm entrada franca. As visitas devem ser pré-agendadas.
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